quarta-feira, 21 de abril de 2010

ESPORTE: Modalidades de Atletismo e Judô ganham medalhas no JOJU 2010

Neste último final de semana, em Poços de Caldas, foram realizadas as competições individuais de judô e atletismo do JOJU 2010. As provas do atletismo foram realizadas na Pista Municipal de Atletismo, no sábado e no domingo (17 e 18 de abril) com provas variadas nas categorias femininas e masculinas. Com um ótimo desempenho, o atletismo feminino teve uma atleta que se destacou em modalidades competidas durante os dois dias: Luziane Bueno da Silva. A jovem competiu em diversas modalidades e trouxe o ouro para a casa. No atletismo todos os atletas se desempenharam ao máximo e conquistaram suas medalhas. Já na delegação paraisense de judô, composta por 15 atletas conquistou 3 medalhas, uma de prata com o atleta Fernando Flauzino e duas de bronze, com Dirceu Locatelli Junior e Harrison Rocha Barbosa. Resultado positivo para o chefe da delegação paraisense, Luis Paulo Soares, que aposta no novo momento para a modalidade na cidade. A terceira modalidade do esporte individual do JOJU é a natação, que será realizada nos dias 8 e 9 de maio, em Paraíso. E entre os dias 13 e 18 de julho, a cidade sediará a disputa dos jogos de quadras: vôlei, basquete, handebol e futsal.

Medalhistas do atletismo feminino e o troféu conquistado no geral

Medalhistas do judô, técnico Vinícius, Mariano Bícego e Luis Paulo Soares

Luziane garantindo o ouro na prova do heptatlo feminino

Medalistas no atletismo: Gabriel, Ana Carolina e Matheus

Luziane noprimeiro lugar do pódio

Fonte e Fotografias: Secretaria de Esportes de SSP

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ENTREVISTA: O técnico agrícola Wilson José fala sobre a conservação do solo

Duas comemorações bem próximas que vale a pena ter uma conscientização de toda a população. No dia 15 de Abril, foi comemorada a conservação do solo e no dia 22 o dia da terra. Para esclarecer algumas perguntas, Wilson José Aparecido, formado em técnico agrícola, falou para a Rádio da Família sobre a conservação do solo.

RÁDIO DA FAMÍLIA: Quando falamos de conservação do solo e conversa com um engenheiro ou com um técnico agrícola a primeira coisa que vem a nossa cabeça e o seguinte: conservação do solo apenas na zona rural. Mas não é isso. A cidade, o meio urbano hoje está vivendo uma série de problemas por quê? Pela falta de cuidados e trabalho de prevenção com o solo, as construções aqui, ali e acolá. Então é preciso muito cuidado. Bom dia Wilson!
WILSON JOSÉ: Bom dia! Formado em Bioética, tenho a obrigação de falar e respirar isso todos os dias.

RADIO DA FAMÍLIA: As ações de conservação do solo, elas não são complexas, mas são várias quando se fala de conservação.
WILSON JOSÉ: É uma ação de planejamento que principalmente atinge a consciência do indivíduo. Hoje como profissional e como pessoa pensando nas gerações futuras, por exemplo, temos uma forma de utilizar diversas atividades e profissões para executar a conservação do solo. Então, não se restringe somente ao engenheiro agrônomo, ao engenheiro civil, ao geólogo... Vamos falar assim, os planejadores e os executores do município. Como no caso a prefeitura o legislativo. Então tem vários opcionais que são envolvidos na ação de conservação do solo.

RADIO DA FAMÍLIA: Sobre esta conservação do solo na zona rural, há várias maneiras de se fazer a conservação do solo. Planejamento é a palavra de ordem, então vamos falar um pouco das caixas secas, um pouco sobre curva de nível, enfim fica a vontade...
WILSON JOSÉ: No caso o nosso próprio produtor rural que nós nunca vemos ele como profissional. Para um profissional rural a primeira coisa que temos que ter em consciência é que as caixas secas nas estradas e em áreas de corredores de água, que são aquelas áreas onde têm duas quedas de água de determinados locais ou de morros, o que elas fazem? Elas reduzem a velocidade de água que fazem a infiltração desta água para os lençóis freáticos e ela reduzindo a velocidade, vai carrear menos quantidade de terra. Por exemplo, no nosso município e na nossa região há uma pequena quantidade de caixas secas nas estradas, às vezes o produtor ou este profissional não tem ou nem dá liberdade para a prefeitura executar esta obra, e muitas vezes também, o produtor não tem condição financeira para fazer estas caixas secas. O essencial hoje para uma propriedade rural é você ter o conjunto caixa seca, curva de nível e plantio em nível. Algumas plantas em contorno, que seriam plantas que além de reduzir a velocidade da água, reduzir a velocidade do vento porque há impacto do vento com o sol. Até gostamos de ver crianças que gostam de brincar em redemoinho, aquele redemoinho é um processo de degradação do solo. Muitas vezes não percebidos tanto pelo profissional rural ou pelas pessoas urbanas, elas acham até bonito sacolinhas voando ou aquela terra voando, e na realidade está causando o quê? Uma perda da matéria orgânica, uma perda das partículas menores do solo, um empobrecimento principalmente uma desertificação. Há também uma situação rural que é a indicação do que vemos nas regiões onde estão sendo muita utilizada de forma não profissional a salinização do solo, ou seja, o solo está ficando empobrecido de tal forma que vai virar um deserto futuro. Então, já temos condições dentro do país, não vou falar de São Sebastião, mais sim da evolução que vêm da irrigação que futuramente não vamos ter mais nenhum cultivo e poucas vidas vão sobreviver naquele solo. Então a consciência do produtor rural, a primeira coisa que ele vai fazer no plantio de milho que é uma cultura anual, será plantar em cordão de contorno, fazer curvas de nível ou fazer um terraço que tem certa diferença. Um terraço que dá para plantar dos dois lados, para que? Para diminuir a velocidade de água que retém no solo que, para que este solo não seja carreado para os rios. Acostumamos ver muito os nossos rios avermelhados nesta época de chuva, porque além de ter “carriado” terra, “carriou” também toda matéria orgânica e toda fertilidade do solo.

RADIO DA FAMÍLIA: O que o produtor precisa ter em mente é sair fazendo algumas ações, pois ele está preservando o patrimônio dele?
WILSON JOSÉ: É uma forma. Ele joga, investe muito em adubo, fertilizante e às vezes essa ação faz com que ele perca uma tonelada e meia a duas toneladas por hectares/ano de terra. E isso já é fato de pesquisa da UNIAC em solos igual aos nossos daqui. Outra questão também na área rural é o tipo de vegetação. Falamos muito em verde, mais o que acontece às vezes, é o seguinte: você tem uma pastagem e ela vai se degradando, ou seja, tem uma altura correta do pasto a ser manejado, porque a partir daquela altura, o animal não vai estar se alimentando bem, outra questão é a morte de plantas e o principal será a velocidade da água que será muito alta. Então, essa água vai fazer com que carreie também mais terra. Outra questão é no plantio. A pessoa planta nessa época e principalmente período que começa a seca. O produtor vai lá e grapeia todo o solo, e fica com o solo exposto. Nessa exposição, primeiro o solo queima matéria orgânica, segundo vai ter aí uma emissão de gás carbônico que hoje é a maior poluição que nós temos: os terrenos limpos. Nesse caso posso até aproveitar, tanto na área urbana quanto na área rural, isso acontece. Você limpa uma terra e deixa-a com solo exposto. Isso emite mais gás carbônico que nossos veículos para se ter ideia.

RÁDIO DA FAMILIA: Wilson, fale sobre a questão da preservação do solo, na área urbana. Aqui em Paraíso, na saída para a cidade de Jacuí, um exemplo típico de voçoroca. O que de fato aconteceu ali?
WILSON JOSÉ: Todos os fatores que já abordei aqui neste momento, aconteceram naquele solo. Ou seja... O manejo errado daquele solo no passado tanto com pastagem ou com plantio, indiscriminado ou fora de nível, onde a água foi carriando toda a terra, mais o desvio de águas urbanas. Hoje o maior problema de voçorocas na zona rural e em volta da cidade é causado pela cidade, ou seja, nós asfaltamos determinados locais e coloca paralelepípedo, com isso não há infiltração da água. A tendência é correr a água e a velocidade que ela tem é muito alta. E quando encontra com o solo, ela começa a formar as voçorocas no local. Além de encontrar também com vegetações, como capim e árvores com raízes para que sustentem o solo. Outro fator é o acúmulo de lixo que são jogados aos arredores da cidade. Eles não são biodegradáveis. Ficam ali no solo como plásticos de alguns detergentes que as pessoas compram. Quando a água vem, ela desloca aquilo e consequentemente arrasta as partículas do solo como: argila, areia... Vão tudo embora. Sejamos cidadãos conscientes, vamos ajudar a salvar a saúde do nosso planeta.