quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

RELIGIÃO: CNBB lança Campanha da Fraternidade 2010

A partir do dia 17 de fevereiro será lançada, oficialmente, a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 com o tema “ECONOMIA e VIDA” e o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” (Mt 6,24) .Este ano a Campanha reunirá as cinco igrejas do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), entre elas a Católica. Esta é a terceira Campanha da Fraternidade Ecumênica. As anteriores foram realizadas em 2000 e 2005. Com o intuito de colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs, estamos disponibilizando, em anexo, o spot da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010 produzido pela CNBB Nacional e Verbo Filmes, para as rádios que desejam inserir em sua programação. A exemplo de materiais disponibilizados anteriormente, fica como sugestão a inclusão de assinatura “Apoio: Rede Solidária de Rádios Católicas”.
Agradecemos desde já, e nos colocamos à disposição para eventuais dúvidas.
Fonte:CNBB

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

MUTIRÃO: Foi "tri legal" o Muticom


Ótimos dias , os vividos em Porto Alegre.
Que venha o Rio de Janeiro em 2012. Espero estar aqui para contar mais um história.
Valeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeuuuu.Para encerrar, Kleiton e Kledir, e um pouco de música.

Deu pra ti
Baixo astral
Vou pra Porto Alegre
Tchau!

Quando eu ando assim meio down
Vou pra Porto e bah! Tri legal
Coisas de magia, sei lá
Paralelo 30

Alô tchurma do Bonfim
As gurias tão tri afim
Garopaba ou Bar João
Bela dona e chimarrão

Que saudade da Redenção
Do Fogaça e do Falcão
Cobertor de orelha pro frio
E a galera do Beira-Rio

MUTIRÃO: Diferentes etnias no Muticom


Diocese de Guaxupé presente:Pe Rodrigo,Pe Gilvair,Pe Luiz e Gladstone

Com colaboração da Rede Sul de Rádio

Momentos de reflexão e discussão em torno de uma cultura solidária e da paz. Com este objetivo, foi encerrado no final da tarde do domingo (07), com uma celebração eucarística e a leitura da Carta de Porto Alegre, o Mutirão de Comunicação América Latina e Caribe. Durante cinco dias, cerca de quinze mil pessoas, de dezoito países e diferentes conferencistas oriundos das Américas e também de países da Europa, Ásia e África, dividiram-se entre os inúmeros pontos distribuídos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, para abordar temas relacionados ao diálogo no processo de comunicação.

Na manhã do último dia do evento, o comitê acadêmico do encontrou abriu a jornada com uma síntese dos trabalhos e da proposta da Carta de Porto Alegre, documento que será uma referência para orientar a elaboração de políticas e propostas de ação comunicativa. No período da tarde, o destaque ficou por conta da marcha juvenil pela solidariedade e contra o extermínio de jovens nas Américas. Por fim, a apresentação do próximo Mutirão, na PUC do Rio de Janeiro, que seriará o evento, de 17 a 22 de julho de 2011. O 7° Mutirão Brasileiro terá como tema “Comunicação e vida: diversidade e mobilidades”.

De acordo com a Comissão Organizadora do Mutirão de Comunicação – América Latina e Caribe, o evento encerra e seus debates ficam marcados pela interculturalidade, pela participação não somente latino-americana, mas de outros países do globo. As palavras partem do Coordenador Geral do Mutirão, Pe. Marcelino Sivinski (acompanhe em áudio). Segundo ele, mais de mil comunicadores participantes, deixam a capital gaúcha com diversos propósitos e uma certeza: a Igreja brasileira, a Igreja latino-americada, as instituições e especialmente as redes católicas, precisam se unir para marcar uma presença incisiva na sociedade, enfrentando os desafios que o aparecimento de novas mídias representa.

MUTIRÃO:Muticom: "Carta de Porto Alegre" finaliza atividades do evento


37 países participaram do Murtirão de Comunicação

A Carta de Porto Alegre foi elaborada e servirá como documento para as ações da Pastoral de Comunicação, não é um documento oficial, mas servirá para conduzir as diretrizes da Igreja e seus profissionais de comunicação. O documento foi elaborado após debates durante os cinco dias na PUC-RS, no Mutirão de Comunicação America Latina e Caribe .

Aqui a carfta na íntegra:

Somos comunicadores e comunicadoras solidários com nossos povos e integrados plenamente no seu caminhar. Partilhamos os sofrimentos, as crises, as alegrias e as esperanças de nossas irmãs e irmãos. Por esse motivo, e ainda em meio à atual crise civilizatória, que se expressa, entre outros fatores, na mundialização das economias e na livre circulação de mercadorias e capitais especulativos, nos atrevemos a refletir e sonhar, alimentando a utopia e a esperança.

Somos comunicadores e comunicadoras, pesquisadores, professores, jornalistas e estudantes da América Latina e do Caribe, reunidos em Porto Alegre (Brasil) de 3 a 7 de fevereiro de 2010, no Mutirão de Comunicação, no qual fomos convidados para analisar os “Processos de comunicação e cultura solidária”.

O Mutirão propiciou o intercâmbio de experiências, de saberes e de comunhão em Jesus Cristo entre comunicadores e comunicadoras com diferentes trajetórias pessoais, profissionais, políticas, religiosas, culturais, unidos no compromisso e na responsabilidade comum com os povos da região que lutam pela dignidade, pela justiça e na defesa de uma democracia que seja capaz de garantir a vigência de seus direitos econômicos, políticos, sociais e culturais.

Esta carta traduz nossos sonhos de futuro apoiados no compromisso político de concretizar uma utopia construída sobre a rica bagagem cultural e religiosa acumulada ao longo dos anos, que representa uma enorme riqueza de nossos povos e nossas culturas, especialmente indígenas, negros e migrantes, constituindo uma herança tantas vezes desprezada. Este rico legado, somado à vitalidade dos movimentos sociais, habilita o surgimento de atores que têm “direito a ter direito” e são os forjadores de nossa diversidade cultural.

Com Dom Helder Câmara dizemos que “quando sonhamos sozinhos , é apenas um sonho; quando sonhamos juntos é o começo de uma nova realidade” (Mensagem de Natal, 1992).

Por isso fazemos essa convocação para a ação que, sem abandonar um olhar analítico e crítico sobre a realidade política, social, cultural, religiosa e comunicacional, busca a construção de uma nova cidadania comunicativa que contribua à plena vigência dos direitos humanos e das condições de uma vida digna.
Partilhando as incertezas naturais de quem está envolvido no processo histórico e social e sem pretender esgotar as propostas, mas com a firmeza de nossas convicções, saberes, experiências, sensibilidade e paixão, e inspirados e inspiradas pelo Evangelho de Jesus, sonhamos com:

1. Uma cidadania comunicacional que, no marco dos processos políticos e culturais, permita a participação criativa e protagônica das pessoas como forma de eliminar a concentração de poder de qualquer tipo para, assim, construir e consolidar novas democracias. Cidadania que não se pode pensar somente em termos jurídicos, mas também como uma atitude e uma condição associadas à reivindicação de ser reconhecido, de ter arte e parte nas decisões que afetam a vida em suas múltiplas dimensões, porque não há democracia política sem democracia comunicacional.

2. Uma palavra liberada de todo tipo de opressão e discriminação, para que se apropriem dela também os jovens e as jovens, os mais pobres e pequenos, como germe de uma cultura solidária.

3. Políticas públicas de comunicação elaboradas a partir da ideia de que a comunicação é um direito humano e um serviço público e nas quais haja espaço tanto para a iniciativa privada comercial, como para os meios estatais, os meios públicos não-governamentais e os comunitários.

4. Uma sociedade civil mobilizada para incidir politicamente na busca de uma comunicação livre, socialmente responsável, justa e participativa.

5. Cidadãos, comunicadores e atores sociais preparados para manter e vigiar práticas comunicativas democráticas, participativas, inclusivas e apoiadas em uma nova perspectiva integral de direito à comunicação.

6. Movimentos sociais, organizações populares, igrejas e instituições que se apropriem e incorporem, nas suas práticas comunicativas, os cenários e os processos das tecnologias da informação e as novas linguagens a fim de ampliar seu horizonte comunicacional e contribuir para a eliminação da brecha informativa e digital.

7. Responsáveis da gestão do Estado capazes de levar adiante políticas públicas e estratégias de comunicação destinadas a assegurar o direito à comunicação, através de ações pertinentes e efetivas, que eliminem as diferenças e as desigualdades que hoje existem em matéria de produção, acesso e circulação de todo tipo de bens culturais.

8. Cristãos comprometidos e organizados que, a partir da sua fé, tenham uma presença ativa e transformadora no campo da comunicação, incorporando as novas tecnologias no espírito e nas linhas de ação dessa carta.

Sonhamos, enfim, com comunicadores e comunicadoras:

• cuja prática profissional seja marcada pela vivência de uma cultura solidária, por critérios éticos e por uma vida coerente com esses princípios;
• que se reconheçam, acima de tudo, servidores do direito dos cidadãos a receber e emitir informação e opinião; que não se subordinem aos interesses e às pressões do poder político ou econômico porque estão comprometidos com a cidadania comunicacional;
• que estejam junto aos empobrecidos e incorporem seu olhar;
• que impulsionem o diálogo para enfrentar as contradições, inevitáveis em qualquer sociedade, com o objetivo de alcançar a paz e a justiça;
• que não se preocupem somente em ser plurais, mas igualmente em valorizar as diferenças surgidas no caminho da busca da verdade;
• que suscitem solidariedade a partir dos processos de comunicação;
• que saibam escutar e estar atentos especialmente ao clamor que emerge do murmúrio dos silenciados e, assim, contribuir para a visibilidade dos invisíveis de hoje.